13.9.04

Liv(r)e

Mas a liberdade começa na escravidão e a soberania na dependência. Stig Dagerman
Já li que o filme é mau. Se calhar, o final podia ter sido mais bem esgalhado, não discuto. No entanto, gostei muito de ver Tom Hanks encalhado no "Terminal do Aeroporto", espécie de náufrago sem pátria reconhecida, sem dinheiro para comer, sem saber falar inglês, sem ordem de saída ou de embarque para outro local que não a área internacional do JFK, uma espécie de limbo ou purgatório da sua existência como viajante. Um desgraçado! Limitado por todas as leis internacionais e autoridades dos serviços de imigração dos EUA, Viktor Navorsky, a personagem que interpreta, torna-se num dos homens mais livres da América. Sem cair em lamentações, Navorsky encontra maneira de se apaixonar, arranjar emprego, fazer amigos, desafiar os "aerocratas", mudar de visual, oferecer presentes, ser cupido, ajudar um compatriota em apuros, aprender inglês... Até que finalmente consegue sair "livre" pela porta da frente, rumo a Nova Iorque. Talvez por isto o final saiba a tão pouco, é que a verdadeira liberdade de Viktor Navorsky começou na prisão em que o destino o encurralou.

4 Comments:

Blogger bloguista2 said...

Spielberg evidencia cada vez mais o seu lado de contador de histórias e dá menos relevo aos efeitos especiais.
Na parte final do filme: A cidade de Nova Iorque a nevar!Tão perto e tão longe...

5:27 da tarde  
Blogger antonio said...

Claro que podem ir, e DEVEM!

Não me chegou nada via Email porque está bloqueado, mas vou colocá-las na lista.
Até Sábado

Um abração do
Zecatelhado

7:37 da tarde  
Blogger antonio said...

Obrigado pela presença. Foi um prazer enorme ter-te conhecido pessoalmente.

Um abração do
Zecatelhado

3:32 da tarde  
Blogger Caínha said...

Gostei de te conhecer no jantar :) Agora quero conhecer o blog ... é o que irei fazendo.
Beijinhos

11:38 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home