11.4.05

Noites caídas 4 - Jamaica

Depois de umas tantas noites que foram caindo sem glória nem registo que o valha, à excepção das boas companhias, na sexta-feira voltei ao Jamaica, no Cais do Sodré.

E a noite caiu bem. Tão bem que esta semana estou com as víceras ao saltos para lá voltar.

Sobre o Jamaica há muito a dizer. Já escrevi até uma prosa evocativa sobre aquele canto escuro do Cais, que um dia ainda hei-de publicar, quanto mais não seja para honrar as memórias de alguns dos seus obreiros e frequentadores que na ocasião resolvi entrevistar. Devo-lhes isso.

Na sexta-feira o ambiente continuava surreal. A rusga, o desdentado, a puta, o cromo, a tia, os amigos, o estudante, o tio, o colunável intelectual, os amigos, os saudosos, os chungas, os betos liberais, os queques armados em Bloco de Esquerda, os amigos, a mão na anca, os pretos, os brancos, o engate.

Novidade: Dancei, dancei, dancei, como já não o fazia há anos. A música, a modos que inserida numa play-list desconexa, estava boa. Rock, lembram-se? Pop bom, lembram-se? Os setenta, os oitenta e os noventa, lembram-se? Eu já não me lembrava.

A bola de espelhos e aquela luz que nos põe os dentes e a roupa "brancos mais brancos não há" tiveram um sedutor efeito hipnótico e retroactivo que pode criar dependência aos mais impressionáveis.

2 Comments:

Blogger bolaxamaria said...

Miúda, gostei da forma como caracterizaste a noite.
Vai ver o meu post sobre isso, acho que também vais gostar! eheheh

12:02 da tarde  
Blogger Lolita said...

esta noite ficou marcada em todos!

1:00 da tarde  

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